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Julia Lemmertz fala de sua personagem e sobre o seu conceito de amor

Publicado por Evelyn Cristine em 14/10/2015 às 15h16

No ar em Além do Tempo, Julia Lemmertz, atriz de 52 anos fala de sua personagem e sobre o seu conceito de amor. Veja a entrevista!

Texto Cristina Souza | Foto Reprodução | Adaptação Web Evelyn Cristine

Julia Lemmertz fala de sua personagem e sobre o seu conceito de amor

Julia Lemmertz fala de sua personagem e sobre o seu conceito de amor. Confira!

A Dorotéia é, sobretudo, uma mulher ambiciosa?
JULIA LEMMERTZ: Sua ambição veio com a necessidade. Ela quer é continuar levando a vida do jeito que era antes do marido morrer, no luxo. A Dorotéia quer mais é gastar dinheiro, mas o dinheiro acaba, né?

Você acredita que sua personagem ainda vai viver uma história de amor com o Bento (Luiz Carlos Vasconcellos) ou a relação deles é apenas de interesse?
JL: Num primeiro momento, a Dorotéia se aproximou do Bento para descobrir o segredo da condessa Vitória (Irene Ravache), porém, como ele não é de se jogar fora e ela é jovem, viúva e não tem o que fazer no casarão, a relação mudou um pouco. A Dorotéia está adorando se divertir com o Bento e ir para aqueles bailes ciganos. No fundo, ela é uma mulher do povo, não é chique, mas mantém a pose.

Você é uma mulher do povo ou chique?
JL: Eu sou lowprofile, ou seja, não me considero chique nem sou muito popular. Sou clássica. Na hora de me vestir, sou neutra, opto pelo conforto, enfim, sou despojada. Não preciso de tanto para viver, deixo os excessos para o trabalho.

Na trama das 18h, sua personagem, a Dorotéia, é a matriarca de uma família de vilões. Como você analisa o seu núcleo na novela?
JL: Aquilo não é uma família, é uma quadrilha (risos). Na verdade, são vilões porque não têm boas atitudes e bons sentimentos, mas estão tentando sobreviver cada um ao seu jeito. A Dorotéia é uma viúva que teve um marido rico que, quando morreu, deixou todos numa pindaíba danada. Como ela foi criada como princesa e não é uma mulher de colocar a mão na massa e sair para trabalhar, quer viver bem encaminhando os filhos (Melissa - Paolla Oliveira / Roberto - Rômulo Estrela), ou seja, fazendo com que eles se casem com pessoas ricas.

E como vai ser a nova fase de Além do Tempo, prevista para entrar no ar em 19 de outubro, em que os personagens reencarnarão nos dias atuais?
JL: É importante que o público entenda que não são as mesmas pessoas, são as mesmas almas. O mote dessa segunda fase são os resgates, os reencontros, ter uma segunda chance para melhorar. Acho que a Dorotéia vem para questionar qual é a função dela no mundo. A gente não veio aqui a passeio, para vestir roupa, ir a baile, para serchique... Isso tudo acaba! Eu gostaria que ela tivesse uma chance de acertar, se redimir, de fazer algo bom para o outro, amar e ser amada.

Em sua opinião, ter um amor é fundamental na vida?
JL: Olha, antes de amar outra pessoa, a gente precisa se amar primeiro, gostar de si mesmo, ter auto estima elevada e se valorizar para também conseguir valorizar todo o resto. Mas é importante amar e ser amado, cultivar o amor em todos os sentidos, seja com amigos, filhos e com as pessoas que trabalham com você.

E voltando à temáticada novela Além do Tempo, você acredita em reencarnação, resgates de outras vidas...
JL: Sobre esse assunto, suponho que é muito pouco uma vida só para a gente fazer tudo o que quer, né? Com muita sorte, a gente chega aos 80 anos bem vividos, produzindo e trabalhando bastante, aí morre, você 'acaba', mas vai para onde? Eu acho pouco provável que a vida não se renove, mas tenho certeza que ela não é permanente, seja aqui ou em outrolugar. O que sei é que tudo acaba, nada é para sempre.

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