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Entrevista: Camila Pitanga, protagonista de Babilônia

Publicado por Evelyn Cristine em 23/03/2015 às 18h00

Protagonista da novela Babilônia, Camila fala de sua nova personagem, da educação da filha e também sobre a educação que recebeu do pai, Antônio Pitanga. Confira!

Texto Conta Mais - Edição 741 | Adaptação Evelyn Cristine | Foto Reprodução

Entrevista: Camila Pitanga, protagonista de Babilônia

Camila Pitanga está com 37 anos e está vivendo um de seus melhores momentos da vida. Linda e feliz aolado da filha, Antonia de 6 aninhos, e do namorado, o também ator Sérgio Livieiro, ela é a nova estrela do horário nobre no papel da mocinha Regina na novela Babilônia.

Com o sucesso profissional, Camila só reclama de uma coisa: falta de tempo – para ela e para família. Mas isso não abala o extremo bom humor e o otimismo. Confria a entrevista com Camila Pitanga, protagonista de Babilônia!

Sua próxima personagem é uma das protagonistas de Babilônia – a mais pobre e batalhadora delas. Como você pretende construí-la e em quem você se inspirou?
Camila Pitanga: A Regina não é um personagem de ficção. As ‘Reginas’ existem e vocês podem encontrá-las por aí. São mulheres arrimos de família, que cuidam dos filhos, da casa, das contas – na simplicidade e na adversidade –, mas que estão sempre suando a camisa e com muita alegria! E eu gosto disso. A Regina éuma mulher vibrante, não é aquela pessoa que vocês vão ver chorando o tempo todo. Ela é como eu: vai sempre à luta.

Você conhece algumas ‘Reginas’ e se inspirou em uma em especial?
CP: Na verdade, não. Ela é uma colagem de todas as mulheres que eu conheço e que têm essa forma de ver e levar a vida. Acho que seria leviana se falasse só de uma. E olha, todas são pessoas anônimas. Acho que agora estou dando voz a essas mulheres batalhadoras.

Como cidadã, também acha que o Brasil vive hoje uma onda de pessimismo generalizado?
CP: Estamos falando de um momento em que o que mais se noticia é a leviandade e a corrupção, e acredito que essa não é a nossa maior característica. A corrupção está em todos os países, não só no Brasil. Mas puxando isso para a novela, a Regina valoriza o que a gente tem de bom, porque, se deixar, vamos perder a nossa auto estima. E é muito importante a gente valorizar isso nos meios de comunicação, mesmo que seja apenas na ficção.

Como você pretende, com sua personagem, ajudar a resgatar o otimismo da população?CP: Estou apostando que a Regina pode significar esse lugar do otimismo, da autoestima brasileira. Se eu puder fazer isso com este meu trabalho, ou seja, representar esse conceito com essa mulher do povo, vou me sentir de alma lavada.

Entrevista: Camila Pitanga,
protagonista de Babilônia

Camila, como consegue se manter assim, sempre para cima?
CP: Olha, eu tenho meus dias ‘jururus’, também. Quem não tem, né? (risos). Mas é importante valorizar o melhor do ser humano e isso está pouco na pauta das manchetes de hoje em dia. Acho que também é uma realidade que existem pessoas competentes, dignas, honestas. Isso tem valor e é real, não é ficção.

Seu pai (Antonio Pitanga) sempre foi uma pessoa muito engajada e você, por sua vez, teve uma infância bem popular – chegou a morar por um ano no Morro Chapéu Mangueira, no Rio de Janeiro. É daí que vêm os seus bons exemplos?
CP: Minha avó era lavadeira e cuidou de três filhos, sozinha! Esse foi um dos meus maiores exemplos. Naquela época, as condições e os direitos de trabalho eram completamente adversos para alguém como ela: mulher solteira, com três filhos, que trabalhava em casa de família e lavava roupa para outras pessoas.

Mas hoje as coisas estão um pouco mais diferentes...
CP: Sim. Temos muitas conquistas, claro, principalmente se comparadas com a vida que a minha avó teve, mas ainda temos muito para conquistar e avançar, por isso, adorei o discurso da atriz Patrícia Arquette durante a cerimônia de entrega do Oscar no último mês. Ela falou muito bem do que nós vivemos. A gente vê que no mercado de trabalho tem uma grande diferença de tratamento, de jornada de trabalho...

Como você passa esses valores para a sua filha, a Antonia?
CP: Ela tem seis anos, ainda é muito pequenininha, mesmo assim, tento passar algumas coisas, principalmente na relação que tem com as amigas, com quem trabalha em nossa casa. Sempre a faço entender que todos têm direitos e deveres, e o respeito é mútuo, está todo mundo no mesmo plano. Meu pai é aquela pessoa que transita no Palácio do Planalto com a mesma desenvoltura que passeia pelo morro Chapéu Mangueira. Não tem diferença. Assim eu fui criada, tendo essa tranquilidade de respeitar o humano. Para mim, não existe diferença de cor, de status social, são seres humanos, todos iguais no respeito, na solidariedade. Somos uma rede só, entende? É assim que eu vivo e a Antonia está vendo isso. Não é algo que seja dito, mas ela aprende pelo exemplo, pelas ações. Meu pai teve muitas lindas conversas comigo, mas muita coisa eu só aprendi vendo.

A novela também fala sobre ambição. Qual é a sua?
CP: Minha ambição é ter tempo. Tem coisa mais preciosa no mundo hoje? Para estar em casa com a sua família, para se preparar da melhor maneira possível para o seu trabalho, para o seu namorado, ter tempo para se preparar melhor para viver! Acho que a gente vive um momento, a contemporaneidade... Tudo é tão acelerado, uma coisa sobre posta à outra. Enfim, se puder ter mais tempo serei uma mulher mais feliz.

Como foi definido o seu visual na trama? Vai usar os cabelos naturais?
CP: Eu clareei. Na primeira fase da novela uso um aplique até a cintura. Um cabelão que adorei e não queria me desfazer. Mas estou usando o meu cabelo natural sim. Lavo em casa, coloco um produto para ajudar a secar e venho para o estúdio. Estou amando isso! Na verdade, para o cabelo é até mais saudável e para mim, também. Chego apenas para fazer a maquiagem, que é quase nenhuma, embora a Regina seja muito vaidosa, tem unhas com uma cor linda, usa colar, brincão. É uma batalhadora, mas que não deixou a peteca cair não.

Você continua linda e vai ter muitas cenas com roupas curtas na praia. Como mantém a forma?
CP: Bebo água sempre. Deveria tomar um litro, mas nem sempre consigo. Como carne vermelha, mas menos do que carne branca, e evito fritura e doces. De manhã, tomo sempre dois dedos de água morna com limão, é um pseudodetox (risos), depois suco verde – que varia um pouquinho, mas normalmente tem couve, maçã, gengibre, cenoura, pepino, abacaxi e hortelã. Ainda como uma torrada integral, pois estou fugindo das farinhas brancas.

É uma dieta reforçada e saudável apenas para o período da manhã!
CP: Mas tem mais! No almoço meu prato é colorido. Sempre tem uma proteína, pouco carboidrato, muitas verduras e legumes à vontade. A mesma coisa serve para o jantar. E comer lanche é muito importante, muita fruta (as secas, também), cenoura e pepino em conserva. Sempre trago uma valise com passeio completo para o Projac... (risos). Já na parte de malhação, estou fazendo crossfit com Jun Igarashi três vezes por semana.

 

 

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