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Saiba como incluir flores em suas receitas

Publicado por Débora Moscardini Vaz em 12/03/2013 às 11h00

Elas se tornaram aliadas da culinária e emprestam sua beleza e aroma a doces, salgados e sucos. Veja como incluí-las nas receitas e garanta uma dieta mais colorida!

 

Por Liana Pires

Foto: divulgação


 

 


 

 

Elas saíram dos canteiros e jardins e, hoje, podem ser vistas em saladas, sobremesas, chás, sucos, azeites e conservas. As flores invadiram a culinária,  e emprestam beleza e aroma fresco a pratos de dar água na boca. E não pense que elas acompanham somente cardápios sofisticados que dificilmente podem fazer parte da sua rotina. “A flor de laranjeira pode ser usada para fazer cremes, musses e caldas. Já a da abobrinha fica ótima se empanada e frita”, exemplifica Carolina Luz, chef do restaurante Trivial Gastronomia, de São Paulo.
Mais do que decorar, elas também possuem propriedades nutritivas. A nutricionista Luciana Moura de Abreu, de São Paulo, diz que algumas flores são anti- -inflamatórias, expectorantes, estimulantes, diuréticas e laxantes, como é o caso da amor-perfeito.
“Já a capuchinha contém ferro, cálcio, enxofre e vitamina C, além de propriedades descongestionantes.
Elas acrescentam sabor às preparações sem alterar consideravelmente o valor calórico”, afirma.
Assim como as ervas, cada flor tem um sabor específico. Picantes, suaves, adocicadas ou puramente decorativas, elas precisam ser usadas como qualquer outro ingrediente culinário, combinando suas características com o prato que será servido.

 

 

 

Pode pegar do jardim?

Se você gostou da ideia de incrementar o cardápio com flores, nem pense em ir até o jardim ou comprar
um arranjo para conseguir o ingrediente. Isso porque nem toda flor é comestível. Boca-de-leão e orquídeas,
por exemplo, devem ficar de fora dos seus planos. Já amor-perfeito, capuchinha, minirosas e nirá são plantadas para uso culinário e adicionam um sabor diferencial ao prato.  Alguns supermercados já vendem essa iguaria na seção de hortifrutigranjeiros. Geralmente, elas são higienizadas pelo produtor, mas se você quiser, pode lavá-las como se limpasse folhagens para salada. “Elas devem ser compradas de fornecedores confiáveis, que promovem o cultivo sem agrotóxicos ou produtos químicos.”, alerta Deborah Orr, proprietária da DRO Ervas e Flores, em Cerquilho (SP).

 

 

 

Vai bem na sobremesa

O ideal é que sejam consumidas frescas, para preservar o aroma e o sabor, ou desidratadas. “Flores decorativas,
que têm sabor nulo, podem ser usadas em sobremesas, uma vez que o calor do prato pode danificar sua delicadeza”, diz Deborah Orr. Flores como o jambu também são comestíveis, mas devem ser incluídas com cautela. Ao serem cozidas, elas liberam uma substância chamada spilanthol, que provoca dormência imediata na boca. Por isso, vai bem em pratos como o tucupi e o tacacá.

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