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Saiba como driblar os sentimentos negativos

Publicado por Giovanna de Souza Kiill em 16/04/2013 às 12h00

Pare de se sabotar! Nutrir sentimentos negativos pode comprometer a saúde física e a vida social, além de abrir portas para comportamentos disfuncionais.

 

Revista Viva Saúde, edição 114 / Texto: Diego Benine Fotos: Danilo Tanaka / Adaptação: Giovanna Kiill 


pare de se sabotar

Guardar sentimentos ruins gera desequilíbrio e pode culminar em problemas de saúde.

 

 

 

 

As emoções, sejam elas positivas ou negativas, estão presentes no cotidiano de praticamente todos os seres humanos. De acordo com a psiquiatra Elisa Brietzke, do departamento de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sentimentos como raiva, inveja, tristeza, solidão, vergonha e culpa auxiliam o homem a adaptar-se a situações adversas e, por conta disso, foram preservados ao longo da evolução humana. O problema é quando eles fogem do controle. “Ao surgirem de maneira intensa ou fora do contexto, são prejudiciais”, diz a médica.

 

O caminho dos sentimentos

Elisa explica que as emoções são regidas pelo conjunto de estruturas cerebrais que formam o sistema límbico. Desequilíbrios emocionais estão relacionados a disfunções nesta unidade. “As causas vão de fatores genéticos e ambientais (estresse) a eventos traumáticos e uso de álcool e drogas.”

 

Na visão da medicina antroposófica, o ato de sentir é visto como uma das três atividades básicas da alma humana – as outras duas são o pensar e o querer. “No caso do sentir, o processo acontece no meio do corpo. Sentimos com a base do tórax. Quando estamos ansiosos ou com medo, colocamos a mão no peito”, esclarece Elaine Marasca, presidente da Liga dos Usuários e Amigos da Arte Médica Ampliada (Luaama) e autora do livro Saúde se aprende, educação é que cura (Ed. Antroposófica). Segundo ela, um excesso de pensar faz que o sentir perca em qualidade. “A pessoa deixa de compreender o que sente. Isso gera desequilíbrio e pode culminar em problemas de saúde.”

 

Veneno físico e mental

Conhecedor da alma humana, Shakespeare provavelmente se referia aos danos causados pelos estados emocionais quando afirmou: “a raiva é um veneno que bebemos esperando que os outros morram”. A analogia é perfeita para explicar as reações bioquímicas nocivas que a ira e os demais sentimentos negativos trazem ao organismo. “Biologicamente, estas emoções têm algo em comum: a liberação de hormônios relacionados ao estresse, como cortisol, adrenalina e noradrenalina. Em altos níveis e disparados continuamente, podem afetar o bom equilíbrio sistêmico”, alerta Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp. Ele afirma que a tristeza e a solidão têm ligação direta com casos de fobia social – tipo de ansiedade que faz que a pessoa fuja do convívio com outras. “Interiorizados de maneira crônica, eles desencadeiam hábitos que fazem que a pessoa se afaste do meio social ou seja marginalizada. Afinal, ninguém gosta de conviver com pessoas tristes.”

 



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