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HPV: inimigo silencioso

Publicado por Giovanna de Souza Kiill em 27/04/2013 às 20h00

Entenda como o HPV pode se transformar em um câncer quando não é tratado

 

Reista VivaSaúde edição 113 / Texto: Leonardo Valle / Ilustração: Amanda Matsuda / Adaptação: Giovanna Kiill 

 

HPV

Entenda como o HPV atinge o organismo
 Ilustração: Amanda Matsuda

 

Ele chegou de mansinho e se tornou uma verdadeira epidemia mundial. O papiloma vírus humano – mais conhecido como HPV – é um vírus transmitido por contato sexual (e não só) e causa lesões na pele e mucosas.

Existem mais de 120 tipos de HPV, divididos entre os de baixo risco e os de alto risco. O primeiro grupo – que inclui os tipos 6 e 11 – provoca verrugas genitais e também condilomas, popularmente conhecidos como “crista de galo”. “As localizações mais frequentes nos homens são a glande, o prepúcio, o meato uretral, assim como a bolsa escrotal. Já nas mulheres, ele atinge preferencialmente a vulva, o períneo, o meato uretral e o colo do útero”, aponta Roberto Zamith, ginecologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Já os tipos de alto risco podem evoluir para uma das mais temidas doenças: câncer. Os mais comuns são os 16 e 18. “Eles formam microlesões que não podem ser vistas a olho nu. Sabemos hoje que 99% dos casos de câncer de colo de útero são provocados por HPV. E mais: a sua incidência também é alta no câncer de pênis, no anal e nos tumores de cabeça e pescoço”, destaca José Humberto Fregnani, coordenador do Departamento de Ginecologia Oncológica do Hospital do Câncer de Barretos (SP).

A boa notícia é que nem sempre a doença evolui para lesões. As estatísticas revelam que em metade das contaminações, a infecção é transitória e termina com o vírus sendo completamente eliminado pelo sistema imunológico do hospedeiro.


Inimigo silencioso

Estima-se que 80% das pessoas possam ter contato com o vírus ao longo da vida. Isso porque um homem infectado pode não ter lesões aparentes. Sem saber que é portador do vírus, infecta suas parceiras.  Além disso, basta o contato direto com a pele contaminada para o vírus ser transmitido. “Estima-se que o uso do preservativo evita 80% das transmissões. Sua efetividade só não é maior porque o vírus pode estar alojado em outro local e não somente no pênis”, reitera o ginecologista Zamith.

 

Barreira de proteção

Exercer a sexualidade de forma responsável, evitando múltiplos parceiros, ainda é uma ferramenta poderosa para se impedir o HPV. Mas como o inimigo é invisível, também é importante diagnosticar precocemente as infecções. A indicação é que as mulheres visitem regularmente um ginecologista para exames como citologia cérvico-vaginal (o famoso Papanicolaou) e a colposcopia, que conseguem identificar a presença do vírus. Outras duas armas importantes foram descobertas nos últimos anos: as vacinas contra o HPV. A primeira opção é bivalente (contra os tipos 16 e 18). A segunda é quadrivalente (abrange os tipos 6, 11, 16 e 18). “Ambas são elaboradas a partir de técnicas de engenharia genética. Suas proteínas são morfologicamente idênticas aos capsídeos do vírus, mas por não conterem material genético, não podem transmiti-los”, desmistifica Zamith.

 

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