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Veja como funciona a pílula do dia seguinte

Publicado por Letícia Maciel Fernandes em 14/04/2014 às 21h00

Esse medicamento só pode ser usado em caso de emergência! Entenda como funciona e como é a sua eficácia da pílula do dia seguinte

Texto: Natasha Franco, Revista VivaSaúde 131/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel 

ideal é usar essa pílula até três dias após o ato sexual, não importa se for o tipo 
com um ou dois comprimidos 
Foto: Shutterstock 

 

Cada etapa, uma ação

O hormônio progesterona atua de formas diferentes em cada momento do ciclo menstrual. Entenda sua ação em cada uma delas, lembrando que o dia 1 é quando começa a menstruação:

Saiba como funciona e como usar a pílula do dia seguinte:


1-Primeira fase

Nessa fase, os óvulos ainda não foram liberados, por isso a PDS atua inibindo ou retardando a ovulação por alguns dias, o que impede que os espermatozoides tenham chance de encontrar o óvulo, pois eles sobrevivem até três dias no corpo da mulher.

2-Segunda fase  

Caso a relação tenha ocorrido nessa fase, quando começa o período fértil (entre o dia 9 e 15), a PDS atua de duas formas:

  • Ela torna o muco das trompas mais difícil para a passagem dos espermatozoides, impedindo assim que eles cheguem até o óvulo e o fecundem.

  • Interfere na capacidade que o gameta masculino tem de penetrar no óvulo, impedindo também a fecundação.

 

Ação do medicamento

 

A pílula do dia seguinte (PDS) é composta por uma versão sintética da progesterona, o levonorgestrel, em uma concentraçãomuito mais alta do que os anticoncepcionais orais que são tomados ao longo do mês. Dessa forma, ela é capaz de interferir no ciclo menstrual, impedindo que óvulo e espermatozoide se encontrem. Mas a ação específica varia e é dependente da fase do ciclo em que a mulher está.

Efeitos colaterais 

No geral, o uso da PDS uma vez e durante um ciclo não causa problemas na menstruação. No máximo, desencadeará um leveatraso ou antecipação do sangramento. “Os efeitos colaterais mais comuns são leves e não estão relacionados à mudança do ciclo menstrual, mas sim ao efeito hormonal, como dores de cabeça, enjoo, tontura e inchaço”, explica a ginecologista Tereza Maria, membro da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ). Porém, usar mais do que três vezes em um ciclo pode ser ruim.

Quando a pílula deve ser usada?

Existem condições específicas e épocas certas para usar esse método contraceptivo:

Tempo limite 

Como o espermatozoide sobrevive apenas 72 horas no corpo da mulher, o ideal é usar essa pílula até três dias após o ato sexual, não importa se for o tipo com um ou dois comprimidos (que devem ser tomados com 12 horas de intervalo). “A eficácia da pílula diminui proporcionalmente ao tempo decorrido entre a relação desprotegida e a ingestão da mesma”, ensina Maria Cecília Erthal, ginecologista e diretora-médica do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or.

E depois disso? 

Caso já tenha ocorrido a fecundação, o melhor é não tomar a pílula, pois não se sabe qual é seu efeitosobre o embrião. Mas como saber isso? O ideal é consultar seu ginecologista de alguma forma antes de tomar esse medicamento, para que ele entenda melhor em que fase do ciclo menstrual você está e veja se é o caso mesmo de administrar esse método. Para tanto ele vai avaliar quanto tempo dura seu ciclo, assim como o uso eventual de outro tipo de anticoncepcional.

Apenas em emergências! 

A PDS só deve ser usada em situações em que a relação se deu sem proteção como preservativos e pílulas anticoncepcionais convencionais usadas continuamente. No segundo caso, o excesso de hormônios pode fazer mal, e ela já é suficiente sozinha. “Se tomada de forma correta, ela é um método até mais eficaz”, explica Tereza Maria Pereira Fontes, ginecologista membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ).

 

 

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