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Entenda tudo sobre câncer no ovário

Publicado por Letícia Maciel Fernandes em 20/03/2014 às 21h00

Esse tipo de câncer é difícil de diagnosticar pela ausência de sintomas iniciais. Quando é detectado ainda restrito aos ovários, as chances de cura estão entre 80% - 85%. Saiba mais sobre o câncer no ovário

Texto: Stella Galvão, Revista VivaSaúde 71/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel

Esse tipo de câncer é difícil de diagnosticar pela ausência de sintomas iniciais. 
Quando é detectado ainda restrito aos ovários, as chances de cura estão entre 80% - 85%
Foto: Shutterstock 

Como surge

O câncer de ovário é menos frequente, comparativamente aos demais tipos que afetam a saúde da mulher, e afeta principalmente mulheres acima de 60 anos. “Apresenta-se normalmente já em estado avançado porque, apenas quando o tumor cresce muito ou se espalha e provoca o surgimento de ascite (água na barriga), é que a paciente percebe que algo está errado e procura um médico”, constata Pupo Nogueira. Ele acrescenta que exames como o ultrassom não conseguem ajudar no diagnóstico precoce e os tratamentos atuais não atingem grau de eficiência tão elevado como no caso do câncer de mama. Segundo o médico, é o câncer ginecológico com a maior taxa de mortalidade e ainda de difícil prevenção.De acordo com o ginecologista Levon Badiglian, existem várias hipóteses sobre os fatores que levam ao seu desenvolvimento. “Muito se fala hoje em dia sobre os genes BRCA 1 e 2, pois sabemos que as pacientes portadoras de mutações nesses genes têm alto risco de desenvolver câncer de ovário e/ou mama. Porém considera-se que tal mutação seja responsável por apenas 10% dos tumores malignos de ovário. Uma teoria bem aceita é a da ‘ovulação incessante’, que diz que a cada ovulação ocorre um trauma no epitélio ovariano seguido de cicatrização do ponto rompido. O fenômeno aumentaria a probabilidade do aparecimento de células malignas. A teoria encontra suporte no fato de que o uso de anticoncepcional oral por cinco a sete anos reduz a incidência de câncer de ovário.”

Formas de prevenir

O câncer de ovário pode ser prevenido com o uso de anticoncepcionais hormonais, avaliação médica rotineira e avaliação do risco pessoal por meio da análise do histórico familiar. Outro dado importante é que esse tipo de tumor é menos frequente em mulheres que tiveram gestações cedo, antes dos 28 anos de idade, e possuem mais de um filho.

Diagnóstico

Infelizmente, não existe um exame rastreador para a doença. Oultrassom ainda é a melhor alternativa, mas, de acordo com Levon Badiglian, tem suas limitações. Alguns estudos comprovaram que pacientes portadoras dos genes BRCA 1 e 2 mutados, mesmo quando acompanhadas semestralmente com ultrassom, quando fizeram a cirurgia, notaram que o câncer já estava avançado, invalidando o método como detector precoce. O diagnóstico é dificultado pela ausência de sintomas iniciais. “Quando conseguimos detectar o câncer ainda restrito aos ovários, conseguimos taxas de cura da ordem de 80%–85%, caindo para menos de 60% quando ultrapassa os ovários e menos de 30% quando está espalhada pela cavidade abdominal”, diz Pupo Nogueira.

Inovações a caminho

Para o câncer de colo uterino, o ginecologista do Sírio-Libanês afirma que as novidades mais recentes são cirurgia conservadora como a traquelectomia radical, que retira o colo doente preservando o corpo uterino e a fertilidade, e a quimioirradiação. Nesse tumor, também se pesquisam anticorpos monoclonais e vacinas. Outros avanços foram a poliquimioterapia, quimioterapia com múltiplas drogas, e a descoberta de novos agentes quimioterápicos que agem melhor sobre a doença. “Alguns métodos como a quimioterapia intraperitoneal, onde joga-se o quimioterápico diretamente sobre o tumor, dentro do abdome têm mostrado algum avanço no tratamento, porém ainda é uma doença muito frustrante para o médico que cuida da paciente e para a ciência como um todo”, finaliza o médico.

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